Tuesday, April 10, 2007

J. M. W. Turner, Snow Storm: Steamboat off a Harbour's Mouth. 1842. Oil on Canvas. Tate Gallery, London.

No alvorecer do pensamento combatiam duas mundovisões.
De um lado Heraclito, argumentava a favor da perpétua mudança, mas do outro Parménides defendia a não existência do tempo, nem sequer do movimento.
Até agora poucos tomaram Parménides a sério.
Mas como é isso possível quando constatamos que a noção de tempo, assim como a de movimento, se encontram tão profundamente alojados na nossa experiência e na nossa linguagem?
Julian Barbour, autor de THE END OF TIME, no inicio do seu livro aponta para a pintura de Turner, que nos dá uma espantosa ilusão de fluxo. No entanto, é estática e não se alterou desde que este a pintou.
A Física Moderna começa a sugerir que os todos os movimentos no Universo são também uma ilusão do mesmo tipo e vai-nos lembrando que a própria Natureza é ainda mais talentosa que Turner.
O passado o presente e o futuro já existem. Não há um momento presente distinguível do passado e do futuro.
Todos os tempos coexistem, o tempo é, apenas.
O futuro já lá está. O tempo está congelado, todos os tempos existem juntos.
Da mesma maneira que podemos dizer neste ou naquele lugar, podemos dizer neste ou naquele momento.
A física de Einstein diz-nos que o futuro já está ali.
Os momentos das nossas vidas estão simplesmente à nossa espera para nos apanhar.

No comments: